Empoderar mulheres por meio da tecnologia?

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Empoderar mulheres por meio da tecnologia?

"Mulheres empoderadas que assumem o controle de suas próprias vidas, que empreendem, que transformam sua comunidade e a economia. Mais do que dominar o mundo, as mulheresempreendedoras ou não -, querem (e vão) melhorar o mundo. E a tecnologia vai ser um importante coadjuvante nessa história." - Deb Xavier

 

Muito tem se falado sobre a baixa presença de mulheres na tecnologia. O tema vem ganhando espaço em ambientes acadêmicos, na mídia e dentro da própria tecnologia. Estudos apontam que as razões para este fato são construídas a partir da infância, nos primeiros contatos com a educação formal e influências culturais machistas, e são reforçadas ao longo de toda vida. Além deste, um outro problema é o fato de muitas mulheres estarem abandonando a carreira de TI. O principal motivo é a difícil convivência com o machismo que impera neste ambiente.

Para tentar contornar este problemas, várias iniciativas surgiram com o objetivo de incentivar o ingresso e o permanecimento de mulheres na TI. Elas acontecem na forma de cursos de TI voltados ao público feminino, maior espaço para palestrantes mulheres nos eventos de TI, formação de grupos de mulheres de TI (/MNT, PyLadies, MariaLab, Code Girl,...), incentivo a contratação de profissionais mulheres para cargos de TI, investimentos financeiros no formato de bolsas de estudo para mulheres que desejam estudar tecnologia e de premiação para mulheres que se destacaram e/ou fizeram diferença na carreira TI.

Entretanto, apesar de muito importante, todo este debate gira em torno de uma questão central: as mulheres são uma grande contribuição para a tecnologia. Pouca atenção tem sido dada aos benefícios que a tecnologia pode trazer para a vida das mulher. Em tempos em que muito se fala sobre equidade de gêneros, é importante também levantar o debate sobre como a tecnologia pode contribuir para o empoderamento feminino. Assim, neste mês de março, onde se celebra do dia internacional da mulher, o Grupo Mulheres na Tecnologia lançou uma enquete nas redes sociais para saber: “Na sua opinião, por que é importante empoderar mulheres através da tecnologia?

A enquete esteve disponível no período de 09/03/2016 a 20/03/2016.

 

Gênero

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Atuação na TI

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Na sua opinião, por que é importante empoderar mulheres através da tecnologia?

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legendas resps

Algumas opiniões foram colocadas para contribuir com a pesquisa:

Coordenei um curso de manutencao de computadores e um dos alunos incentivou sua mulher para fazer o curso com ele. Ela me contou que pensou "imagina que vou fazer esse curso de homem". Mas ele a convenceu a ir pelo menos conhecer a escola. Chegando lá, se deparou comigo, a única mulher do grupo de professores homens era a coordenadora do curso. Isso a motivou a se matricular. Infelizmente, so isso nao foi suficiente para que ela concluisse o curso, abandonou no meio do caminho, pelas exigências da vida de casada e tambem por que não conseguiu superar a expectativa da sociedade em relacao ao que devia ser mais importante para ela.

Vamos lá! Bora criar as meninas desde pequena para serem o que quiserem.

 

Ter cotas para negros como já existem, para pessoas de baixa renda, incentivos e investimentos porque só assim teremos mais profissionais. E também luta contra o machismo.

 

Empoderar mulheres por meio da tecnologia é hackear o patriarcado, é também ter a possibilidade de construir ativamente na sociedade.
 
Muitas vezes em conversas com amigas percebo que as mesmas sabem os problemas que encontram, sabem como solucionar, mas não sabem como chegar até lá. Emponderar mulheres através de tecnologia é poder dar a liberdade de soluções de seus problemas e da comunidade. Ajudarmos a construirmos um mundo melhor, mais justo e igualitário.

 

Tenho 42 anos e, na programação e domínio da tecnologia vejo perspectiva de não sofrer mais com os impeditivos de gênero e idade. Além de melhoria na qualidade de vida e autonomia, inclusive criativa.

 

E também teve indicação de leitura:

Acho que a abordagem poderia incluir como ter mais mulheres em TI ajuda a área e projetos a evoluir. :-)

Discuti sobre isso no post http://blog.caelum.com.br/multidisciplinaridade-diversidade-em-times-de-tecnologia/

 

Quer colaborar com a nossa enquete e dar as suas sugestões? Acesse o nosso formulário e dê a sua contribuição para dar maior visibilidade a este debate.

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Entrevista com Maria Sanchez, da Stylight

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Entrevistas

foto da mariaMaria Platero Sanchez é Junior Developer na Stylight. Na entrevista ela fala sobre o app desenvolvido pela empresa, a presença feminina no mercado de tecnologia e um pouco mais sobre sua trajetória profissional.


● Qual a diferença entre Stylight e os outros apps de moda ou de compras?

O app da Stylight oferece aos usuários a chance de procurar pelos produtos desejados, apenas com alguns passos, ao usar a função do filtro. Uma das principais diferenças entre o nosso app e os outros? Os usuários não estão limitados a pesquisarem somente uma loja. Além disso, no app da Stylight é possível encontrar produtos de mais de 350 das principais lojas online do mundo inteiro. Você não precisa mais navegar por vários sites! Eu estou convencida de que um dos nossos pontos fortes é a nossa excelente tecnologia de compras adaptada às particularidades dos 15 países em que estamos presentes. Ou seja, “inspiração global e comércio local."

● Descreva a usuária da Stylight. Que tipo de mulher ela é?

Na Stylight, o nosso foco é na “mulher Millenium” (idade entre 20-35) em todas as partes do mundo. Elas estão sempre conectadas e exigindo interação pessoal com as marcas que consomem. Essas mulheres valorizam formas convenientes de compras, que permitem obter a melhor experiência da maneira e no local que elas querem. E é claro que elas gostam de comprar online, pois dessa forma elas tem mais acesso à variedade de produtos e tamanhos. Elas podem descobrir as tendências da moda e fazer compras literalmente sempre que quiserem. É nisso que nós somos bons.

● Fale um pouco mais sobre a sua experiência no time de developers da Stylight - uma plataforma de moda com sede na Alemanha, mas que está presente em diversos países.

O time de developers da Stylight é um grupo muito dinâmico e, no momento, há três mulheres no departamento! Nós trabalhamos muito bem juntos e temos múltiplos projetos crossfunctional.  Assim, nós temos a oportunidade de trabalhar com diferentes colegas de trabalho. Por exemplo, tivemos recentemente uma hackathon com projetos independentes da rotina de trabalho. Temos também eventos sociais como boliche, onde a gente tem tempo de conhecer o time um pouco mais! Durante o horário de trabalho, também é muito fácil abordar qualquer um dos developers com pedidos de ajuda ou para finalizar pendências que podem aparecer.

● Quais são os maiores desafios de ser uma mulher e trabalhar com tecnologia?

Acredito que o maior desafio seja ser percebida como profissional, e não apenas como “uma mulher tentando ganhar destaque na tecnologia”, como a mídia geralmente se refere ao assunto. Para chegar a esse patamar, é preciso normalizar o fato de que uma mulher pode muito bem escolher trabalhar com tecnologia, assim como um homem pode fazer uma escolha profissional em um meio dominantemente feminino. Isso significa que a sociedade precisa mudar sua própria percepção de que a tecnologia é um campo masculino, criando o conceito de mulheres developers como um caso excepcional.

● Quais seria o seu conselho para uma colega que está prestes a entrar na carreira, mas não sabe como dar o primeiro passo?

Na verdade, daria o mesmo conselho para uma colega mulher, assim como um homem. Como qualquer outra área, precisamos de tempo para nos acostumar com as diferentes tecnologias, métodos e conceitos. No começo pode parecer um pouco de informação demais, só que depois do “click”, tudo passa a fazer sentido. Eu  recomendaria que a pessoa começasse a ler a respeito, seja em livros, ou em tutoriais do Youtube, e sempre ter a cabeça aberta para novas ideias.

● Como é trabalhar como developer no mercado alemão?

Acho que pode ser destacado o fato de que eles estão dando cada vez mais valor aos métodos de trabalho Agile e times cross-functional. Isso é legal porque nós temos a oportunidade de trabalhar juntos com pessoas de diferentes departamentos e assim aprender mais sobre outras.

Vamos falar agora sobre Maria:

● Como você se descreve em até 140 caracteres:

Criativa, aluna ansiosa e apaixonada por tecnologias. Eu sou viciada em viajar e descobrir novos lugares #wanderlust #android

● Como e por que você virou uma developer de Android?

A primeira vez que eu trabalhei em um projeto para Android foi durante o meu intercâmbio na Suécia:  trabalhávamos em uma empresa sueca e tinhamos que criar um aplicativo para o controle remoto de uma TV. Tinhamos que simular todo o processo como se a gente fosse uma empresa de verdade e eu adorei a facilidade em ver os resultados do que você programava desde o início do projeto. Na maioria das vezes é muito fácil testar o seu código e é divertido brincar com o app em diferentes aparelhos. Quando procurei por emprego eu decidi que a melhor opção era Android, já que foi o que eu mais gostei durante o projeto. Assim que eu vi o emprego oferecido pela Stylight, eu adorei a oportunidade de poder trabalhar no ramo (da moda) e empresa: e aqui estou!

● Qual a importância da tecnologia para você?

Muito importante, não somente eu trabalho nisso (e para isso) todos os dias, mas eu também uso no meu dia a dia e me ajuda a permanecer em contato com meus amigos e a realizar. Moda é importante na vida de qualquer pessoa por que é a forma que você se expressa e como você quer que os outros te vejam.

● Compras online ou offline?

Compras offline para fazer com as amigas e online para achar os melhores descontos.

● Iphone, Android ou Windows Phone?

Android, é claro!

● Computador ou tablet?

Computador.

● Mac ou WIndows?

Mac.

● Ebooks ou livros impressos?

Livros impressos, eu amo o romantismo e o cheiro de livros novos.

● Quais aplicativos você usa para o seu trabalho como um Android developer?

Na maior parte do tempo eu uso Android Studio, mas também tem o HipChat, New Relic, Google Drive, GitHub, Jenkins e Paw.

● E quais você usa para tornar o seu dia a dia mais fácil?

Whatsapp e Facebook.

● Há algum app que você não consegue viver sem? (desconsiderando WhatsApp ou o Facebook)

Como eu sou viciada em viagens, com certeza Google Maps! Quando você está em uma nova cidade ou durante uma viagem, quando é indispensável andar ao redor e achar locais legais

● Qual o último app que você instalou?

Strava, um aplicativo para corridas e percursos de bicicleta.

● Você e videogames: qual a sua opinião sobre eles? Qual você recomendaria?

Eu nunca joguei muito video game, no entanto eu sou uma grande fã de jogos sociais, como os do Wii e especialmente: SingStar! É indispensável para festas!

● Qual a sua rede social favorita? Qual a sua dica de como usá-la?

Com certeza, Facebook. Eu realmente adoro a facilidade de falar com os meus amigos de qualquer lugar e também de entrar em contato com novas pessoas. Minha dica seria: compartilhar é legal, mas você não quer ser a pessoa postando todas as suas refeições no Facebook. As vezes compartilhar tudo é muito!

● Um perfil que você recomendaria seguir no Twitter ou Instagram.

No Instagram eu amo o perfil da National Geographic @natgeo, eles postam fotos lindas e tópicos interessantes. Meu dia fica bem melhor toda vez que eu vejo um dos posts deles.

● Qual foi o maior problema que você conseguiu resolver graças à tecnologia?

Viajar o máximo possível e manter um backup de todas as minhas fotos.

● E qual o problema que você não conseguiu resolver?

Teletransporte!

● Qual o pedido mais estranho que você já recebeu de amigos ou parentes que não fazem nenhuma ideia de tecnologia?

Minha mãe minha mãe pediu para consertar um vídeo cassete que foi queimado por um raio e um pico na rede na elétrica porque “eu entendo de máquinas”.

● Qual o gadget tecnológico mais estranho que você já comprou?

Há alguns anos eu comprei um helicóptero controlado por rádio com uma pequena câmera e eu usei para perseguir o meu cachorro ao redor da casa enquanto filmava tudo.

● Como você vê a presença de tecnologia na vida da mulher?

Hoje em dia a tecnologia está cada vez mais presente na vida de todos. Acho que, ultimamente, as mulheres estão mais inclinadas a usar tecnologia diariamente e se interessar pelo mundo tecnológico: ninguém tem mais vergonha de ser chamado de nerd!

● Um sonho relacionado à tecnologia que você gostaria de compartilhar.

Eu adoraria ver o dia em que a tecnologia não está somente presente na vida de todo mundo mas também ajudando pessoas em dificuldades ou com doenças a ter uma melhor qualidade de vida e superar obstáculos.

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Você sabe o que é WCAG?

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A WCAG - Web Content Accessibility Guidelines -  é um conjunto de diretrizes de acessibilidade a conteúdos disponíveis na Web, que apresenta recomendações para tornar o conteúdo acessível aos usuários finais, dando ênfase aos usuários portadores de necessidades especiais. Seu conteúdo é publicado e atualizado pela W3C – Web Accessibility Initiative.

Possui três níveis de prioridades:

  • A (Prioridade 1) – Determina que os desenvolvedores web precisam satisfazer estes requisitos, caso contrário será impossível acessar o conteúdo web.

  • AA (Prioridade 2) – Determina que os desenvolvedores web devem satisfazer estes requisitos, caso contrário os usuáriosterão dificuldades em acessar o conteúdo web.

  • AAA (Prioridade 3) – Determina que os desenvolvedores web podem satisfazer estes requisitos, pois facilitará o acesso ao conteúdo web.

Seguir essas recomendações tornará o conteúdo web mais acessível para um amplo grupo de pessoas portadoras de necessidades especiais. Para melhor entendimento das recomendações e atender as necessidades de todos, são fornecidos vários níveis de abordagens, que incluem princípios, recomendações, critérios de sucesso e técnicas de tipo suficiente e de tipo aconselhada.

Princípios

São apresentados 4 princípios:

  • Perceptível

    • A informação e os componentes da interface do usuário devem ser apresentados aos usuários em formas que eles possam perceber.

  • Operável

    • Os componentes de interface de usuário e a navegação devem ser operáveis.

  • Compreensível

    • A informação e a operação da interface de usuário devem ser compreensíveis.

  • Robusto

    • O conteúdo deve ser robusto o suficiente para ser interpretado de forma concisa por diversos agentes do usuário, incluindo tecnologia assistiva.

  • Recomendações

    • São disponibilizadas 12 recomendações que apresentam os objetivos básicos que devem ser seguidas para tornar o conteúdo mais acessível aos usuários.

  • Critérios de Sucesso

    • Para cada recomendação, são fornecidos critérios de sucesso, que seguem os diferentes níveis de prioridades (A, AA e AAA).

  • Técnicas de tipo Suficiente e de tipo Aconselhadas

    • Para cada recomendação e critério de sucesso são disponibilizadas técnicas.

A WCAG está em sua versão 2.0 e é cada vez mais cobrada por organizações que visam atender a um amplo público. Para mais informações, acesse o ilearn referente ao assunto (http://www.ilearn.com.br/TR/WCAG20/).

Wandrieli Nery Barbosa

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CsF– Experiência que vale ouro

Por Márcia Santos Almeida em . Publicado em Entrevistas

Apesar de eu estar trabalhando em um projeto de desenvolvimento e pesquisa operacional, estar a caminho do último semestre da faculdade, e estar com tudo certo para ser contratada em uma excelente empresa de P&D no Ceará na qual eu fui estagiária por 2 anos, eu decidi me inscrever para o Ciência sem Fronteiras. 

Apesar de eu ainda ter algum medo por essa ser a minha primeira viagem internacional, no fundo, eu estava me sentindo como os espanhóis quando lançaram seus navios ao mar em direção a mares “nunca antes navegados”.

marcelaFoto: Arquivo pessoal de Marcela

Outra coisa que me preocupara era o fato de eu nunca ter feito um curso de inglês no Brasil. Por conta de eu ser de uma família muito humilde do interior do Ceará (Aratuba), um curso de inglês era algo totalmente fora de questão. No entanto, quando eu cheguei em Tempe, Arizona, em agosto de 2013 não tive muitas dificuldades. Comecei o curso de inglês da Arizona State University. Entrei no clube Women in Computer Science mas era quase impossível acompanhar tudo que era dito pois eu estava muito no começo.

Em 2014, eu comecei a ter aulas relacionadas à minha graduação em Ciência da Computação. Eu estudei Gerência de Projetos, onde juntos com alguns colegas de classe, ajudei a criar o The Social Film Club. Um clube de discutir cinema. Também estudei Astronomia, uma das minhas paixões. O que me ajudou a conseguir participar das reuniões de um dos projetos financiados pela NASA aqui na Arizona State.

Porém foi em Maio que aconteceu algo maravilhoso que mudou para sempre a forma como eu penso sobre ciência. Eu fui selecionada para a 2014 Wolfram Science Summer School. Primeira brasileira a conseguir uma vaga nessa summer school e única pessoa do Brasil esse ano. Eu apresentei um projeto sobre Processamento de Imagens e Autômatos Celulares. Mas foi a inteligência do Dr. Stephen Wolfram que fez essa oportunidade ser algo mais que especial para mim. Depois disso, fui visitar a antena usada para descobrir a radiação cósmica de fundo – longa história que eu contei para o pessoal da Rede CsF no link abaixo.

Agora de volta à ASU, estou estudando desenvolvimento de jogos, desenvolvimento de aplicativos para iOS, mais duas disciplinas de programação e faço parte também de um projeto que ensina tecnologia para crianças. Um dos grandes sonhos que sempre tive. Além disso, sou uma das fundadoras do Brazilian Club at ASU, uma organização para ajudar estudantes brasileiros a melhorar no inglês, encontrar estágios, saber mais sobre a universidade e a cidade. Tem sido tudo mais que maravilhoso. Quem tiver a oportunidade de vir estudar em outro país, não perca tempo! 

https://www.facebook.com/brazilianclubatasu

https://www.youtube.com/watch?v=wc5QAwEqW4A

Obrigada, meninas!

 Marcela Alves

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