Às vezes eu quero abraçar o mundo.

E tal como a criança que não entende porque os adultos tanto brigam por causa de ninharia, às vezes eu acho uma tremenda perda de tempo ficar discutindo sobre cada picuinha.

Tem dia que eu quero passar a manhã usando Linux, mexer a tarde no Windows e a noite usar o Mac.

Tem dia que eu olho pra cara do meu iPhone e penso: como seria usar o Android? Tem como usar como trial por uma semana e depois voltar pro iPhone se eu não gostar?

Tem dia que eu quero aprender esse monte de coisa legal que eu vejo, e toda vez que vejo um comparativo de frameworks me dá vontade de usar tudo e todos, como se isso fosse a propaganda da Polishop, e sim eu *PRECISO* daquele multiprocessador 20 em 1 que eu vou usar uma vez na vida.

Tem dia que eu quero programar em PHP. Tem dia que eu quero programar em Java.

Tem dia que eu não quero nem olhar pro computador. E tem dia que eu não passo um minuto longe dele.

Tem dia que eu quero ler todos aqueles livros que eu comprei e ainda nem tive tempo de tirar do plástico.

Tem dia que eu quero usar o Eclipse, e termino o dia usando o VI mesmo.

Tem dia que eu quero aprender a mexer no Sencha Touch e no jQuery Mobile e acabo não olhando nem um, nem outro.

Tem dia que eu quero Jogar GTA, jogo por 10 minutos, enjoo e acabo mudando pra Modern Warfare, até entrar no GTA de novo…

Tem dia que eu quero ouvir músicas de modo aleatório, quando o que eu quero na verdade é ouvir aquela música específica e fico o tempo todo esperando que a próxima música seja ela. Quando não, acabo avançando pra próxima mesmo!

Tem dia que eu quero mais é que o dia acabe, e tem dia que eu não quero nem ir pra cama.

O nome disso não é crise de identidade, tá mais pra transtorno bipolar mesmo.

Por Gabriela Davila